Profissão do Pedagogo

março 4, 2009

A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público aprovou, na terça-feira (9), a regulamentação da profissão de pedagogo. O texto aprovado é o substitutivo da Comissão de Educação e Cultura ao Projeto de Lei 4746/98, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).

De acordo com o substitutivo, é permitido ao pedagogo o exercício das seguintes atividades:
- elaboração, planejamento, implementação, coordenação, acompanhamento, supervisão e avaliação de estudos, planos, programas e projetos relacionados aos processos educativos escolares e não-escolares, à gestão educacional no âmbito dos sistemas de ensino e de empresas de qualquer setor econômico, e à formulação de políticas públicas na área de educação;

- desempenho, nos sistemas de ensino, das funções de suporte pedagógico à docência, como administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional;

- ensino de disciplinas pedagógicas e afins nos cursos de formação de professores;

- desenvolvimento de novas tecnologias educacionais nas diversas áreas do conhecimento; e

- recrutamento, seleção e elaboração de programas de treinamento e projetos técnico-educacionais em instituições de diversas naturezas.

Jurisprudência

O relator, deputado Edgar Moury (PMDB-PE), ao recomendar a aprovação da matéria, ressaltou que o substitutivo da Comissão de Educação atende aos requisitos da súmula de jurisprudência sobre a regulamentação de profissões.

Ele disse ainda que o substitutivo corrigiu falhas da proposta original ao reconhecer a habilitação de profissionais com formação diversa e pós-graduação em pedagogia; e ao eliminar a criação de conselhos profissionais, assunto já tratado na legislação em vigor.

Inclusão obrigatória

A proposta torna obrigatória a inclusão de um pedagogo nas equipes governamentais encarregadas da elaboração e execução de planos, estudos, programas e projetos educacionais.

Além disso, exige a contratação de um pedagogo como responsável técnico pelas empresas de prestação de serviços educacionais.

O texto original do projeto considera as atividades de diretor, coordenador pedagógico, orientador educacional, supervisor de ensino e secretário escolar como de competência privativa do pedagogo. Mas a Comissão de Educação excluiu a palavra “privativa”.

Tramitação

Sujeito à análise em caráter conclusivo, o projeto ainda será examinado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Mundo Academico


Música e o Desenvolvimento Intelectual da Criança (Trecho 01)

dezembro 26, 2008

Carolina de Araújo Campos

Pós-graduada em Educação Infantil pela UEG, e

em Psicopedagogia pela FAFISMA

Prof. Edson de Sousa Brito

Mestre em Filosofia pela UFG

 

A música está presente na vida do homem desde os tempos mais remotos. É encontrada em todas as civilizações do mundo antigo, sua etnologia vem do grego e significa “arte das musas”.  É a forma de expressão mais universal que se conhece, além de ser um elemento de coesão para a sociedade, pois se apresentou durante séculos em todos os rituais importantes da vida social de um povo.

 

Como toda forma de arte, demonstra valores e pode ser um meio de analisar e entender as transformações sociais, políticas e culturais ocorridas no mundo. As liturgias hebraicas das origens usavam muito o canto, ao mesmo tempo em que repartiam o uso dos instrumentos por uma rígida hierarquia social: canto dos animais, trompas para os sacerdotes, percussões e flautas para o povo, instrumentos de corda para os Levitas.

 

A relação entre música e guerra tem uma origem mágica: na América pré-colombiana acreditava-se que os instrumentos musicais feitos com pele ou ossos dos inimigos absolviam o seu valor e reforçavam os exércitos. O mito do som das trombetas que deitam por terra os muros de Jericó, testemunha a importância que teve, no mundo antigo, o papel desempenhado pela música na guerra. Podia incutir coragem, afugentar os inimigos, consolidar a coesão dos soldados, celebrar uma vitória, preparar os espíritos de batalha. O frago produzido por tambores e trombetas deu vida a uma tradição que chega até à música militar moderna (CATUCCI, 2001, p. 14).

 

A música, particularmente nos tempos atuais, deve ser vista como umas das mais importantes formas de comunicação. Nunca uma geração viveu tão intensamente a música como a atual, em conseqüência da popularização dos meios de divulgação e produção da música. Em quase todas as casas há rádios, aparelhos tocadores de cd’s aparelhos de mp3, os telefones celulares também já vem com esse equipamento.  Ampliou-se também o acesso a música pela televisão, e por meio de computador onde se pode compartilhar música com outras pessoas.

 

Em todos os lugares o homem está exposto à música, nas ruas as lojas usam aparelhos de som para chamar atenção dos transitantes. Nos momentos de lazer também há música, nos bares, boates, restaurantes entre outros.

 

A música e a dança atuam no corpo e despertam emoções, equilibram o metabolismo, interferem na receptividade sensorial e minimiza os efeitos de fadiga ou leva a excitação do ouvinte.

 

O corpo é afetado de acordo com a natureza da música cujas vibrações incidem sobre ele (…) acordes dissonantes e causonantes, intervalos diferentes e outras características da música exercem um profundo efeito sobre o pulso, a respiração de homem – sobre sua velocidade e a regularidade ou irregularidade do seu ritmo. (TAMER, 1997, p. 147)

 

A música não interfere apenas no organismo, mas também atua na psique trazendo à tona recordações. A música é vital para o enriquecimento da sensibilidade e para o crescimento espiritual. Estes efeitos benéficos da musica são conhecidos há muito tempo. Quem nunca ouviu dizer que: A música acalma as feras”. Encontramos referencias a isso até mesmo na Bíblia, quando Davi tocava e cantava para acalmar o rei Saul. “E sucedia que, quando o espírito maligno, da parte de Deus, vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa e a dedilhava; então Saul sentia alívio e se achava melhor, e o espírito maligno se retirava dele. (I Sm, 16-23).

 

Platão dizia que a música é o remédio para alma. De forma simplificada podemos dizer que a musicoterapia é a função da arte e da ciência aplicadas como técnicas no auxilio terapêutico de modo a promover um efeito altamente positivo, quando realizado corretamente, em prol da vida humana.

 

Toda a atividade musical é uma atividade projetiva, algo que o individuo faz e mediante a qual se mostra; permite, portanto, que o observador treinado observe tanto os aspectos que funcionam bem no indivíduo, como aqueles aspectos mais incompletos ou em conflitos, seus bloqueios, suas dificuldades.  Este dado é de fundamental  importância porque, a partir daí, o professor poderá organizar suas estratégias, elaborar seu plano operacional. (GAINZA, 1988, p. 43)

 

A musicoterapia visa conhecer o individuo, sua identidade sonora para que, por meio dela, possa-se executar os objetivos propostos para ajudar sua aprendizagem. Não basta apenas aprender uma informação e sim apreender. Apreender, segundo o dicionário Michaelis significa “tomar posse de, segurar”. (2002, p. 60). Ou seja,  não basta somente assimilar informações ou tomar conhecimento, mas entender, compreender.


Bem vindo ao blog da Moderna Educacional

novembro 13, 2008

Aqui você poderá conferir todas as novidades sobre educação e também sobre os cursos oferecidos pela Moderna Educacional.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.